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Tratamentos:
Medicação:
Existem
alguns grupos de medicamentos:
- os anticolinérgicos: capazes de bloquear a atividade colinérgica,
que está aumentada no parkinsonismo. São
utilizados há muitas décadas, mas ainda muito úteis;
- a levodopa, substância chave no tratamento;
- a amantadina, substância com atividade anticolinérgica e
aditiva para a levodopa;
- a selegilina (L-deprenil), também um coadjuvante para a
levodopa, com pretensa ação retardadora da evolução
da doença (infelizmente não confirmada);
- os agonistas dopaminérgicos diretos: drogas que atuam
estimulando os receptores cerebrais de dopamina
diretamente, sem a presença da dopamina;
- os inibidores da COMT, novas drogas que conseguem aumentar a
disponibilidade da levodopa no sangue e no cérebro.
Cirurgias:
As
cirurgias consistem em lesões no núcleo pálido
interno (Palidotomia) ou do tálamo ventro-lateral
(Talamotomia), que estão envolvidos no mecanismo da
rigidez e tremor. Porém, a lentidão de movimentos
responde melhor aos medicamentos. Essas lesões podem
diminuir a rigidez e abolir o tremor.
Fisioterapia:
É um tratamento que se baseia na reeducação dos
movimentos e manutenção da atividade física, sendo
de grande auxílio para a doença de Parkinson. A
falta de atividade física é um fator muito negativo
na abordagem da doença. O fisioterapeuta auxilia o
portador de Parkinson proporcionando maior independência
funcional.
Nutrição:
Muitos
pacientes com doença de Parkinson têm dificuldades
em manter seu peso ideal por não conseguirem manter
uma alimentação balanceada. Assim como o peso abaixo
do indicado pode causar fraqueza muscular e cansaço,
o excesso de peso também pode prejudicar os
movimentos do paciente. Com uma dieta apropriada, o
corpo trabalhará melhor, terá mais energia, e a
medicação terá efeitos melhores.
Terapia
ocupacional:
O
terapeuta ocupacional é o profissional que melhor
poderá orientar o paciente com o objetivo de
facilitar as atividades da vida diária, bem como
indicar condutas que propiciem independência para a
higiene pessoal e sua reinserção em sua atividade
profissional.
Psicologia:
As
reações emocionais são inúmeras, seja do paciente
quanto dos que convivem com o portador. O que sabemos
é que ao lidar com portadores de doenças
progressivas e ¨ainda sem cura¨, observa-se que
tanto os familiares, quanto os cuidadores, pensam e
falam da doença o tempo todo, vivem o problema dia e
noite, daí a importância do apoio psicológico de
todos os envolvidos no contexto.
Fonoaudiologia:
Os
distúrbios de fala e da voz, disartria e hipofonia
(dificuldades na articulação da fala e uma voz com
pouco volume, baixa), contribuem para o isolamento dos
pacientes. O método mais útil na atualidade é o método
de Lee Silverman, em uso por muitos fonoaudiólogos em
nosso país.
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